Exceed Shoe Thinkers

Já não existem duvidas que Portugal é um dos principais Países exportadores de calçado, e um dos mais forte nesse Universo. Depois de vários anos em que caminhamos na sombra, hoje em dia somos um símbolo de sofisticação, qualidade e modernidade no mercado!

Pedro Caria e Agostinho Marques são os dois nomes por tras da marca de calçado Masculino EXCEED SHOE THINKERS, e defendem que nos dias de hoje o homem alem do conforto e qualidade que sempre procurou, está atento á componente moda, e não prescinde de ter várias soluções para diferentes ocasiões, utilizando o calçado como um dos principais meios de expressar a sua personalidade.

Nasceram em 2011 numa fábrica com mais de 50 anos a somar sucessos, consideram-se uma lufada de ar fresco no mercado actual?

Acima de tudo, consideramos que ao longo destes 5 anos temos tentado desenvolver uma marca, com produto de altíssima qualidade, com um excelente design e com carácter muito internacional. Se por um lado contamos com a experiência da fábrica de Calçado Dura na produção dos nossos sapatos, também nos preocupamos em potenciar as restantes competências, entre as quais o design de produto, onde contamos com a colaboração do João Pedro Filipe, o nosso designer desde o início da marca.

Numa industria com muita historia sentem que o facto de serem jovens é uma vantagem ou uma desvantagem para vocês?
A história é contada com os feitos das gerações mais antigas e concretizada com o trabalho das novas gerações. Apesar de sermos jovens temos uma vasta experiência no sector do calçado. O Agostinho Marques é a 3ª geração da familia proprietária e gestora da fábrica e o Pedro Caria tem uma vasta experiência como consultor especialista do sector do calçado há mais de 10 anos, trabalhando com muitas marcas nacionais e internacionais.

Mesmo quando estão foram do escritório e fabrica sentem que estão a trabalhar? Torna-se inevitável olhar para o que as pessoas levam calçado?
Sem dúvida, porque para nós os sapatos são realmente uma paixão. Nós gostamos muito do que fazemos e de estarmos constantemente a trabalhar o nosso sentido crítico (construtivo), até porque somos marketeers e essa competência leva-nos a estarmos ainda mais atentos, não só pela componente técnica ou estética do sapato, mas também porque estamos sempre a analisar o mercado, os hábitos de consumo, o perfil dos consumidores, as preferências, as tendências, enfim, nunca conseguimos desligar, mas é com gosto que o fazemos.

Acham que ainda têm que “ultrapassar” algumas ideias pré concebidas sobre o que é Nacional?
É um trabalho que temos vindo a desenvolver e que tem tido bons resultados. Só conseguimos ultrapassar essas ideias se garantirmos a oferta de um produto com qualidade e design, associado a um serviço de excelência, ganhando desta forma a confiança por parte de retalhistas e consumidores.

O mesmo se aplica à imagem da marca, que tem de ser tratada de uma forma muito cuidada e profissional.
À parte deste nosso esforço, também temos de salientar o excelente trabalho desenvolvido pela APICCAPS no sentido de promover o carácter jovem, inovador e diferenciador das marcas Portuguesas, o que ajuda a ultrapassar algumas ideias pré-concebidas por parte do consumidor que já associa o calçado Português a um produto de confiança e qualidade.
Sentem que o homem contemporâneo procura características diferentes no calçado?
Desde sempre que o homem valorizou essencialmente o conforto proporcionado pelo produto. Ao longo dos anos, temos verificado que cada vez mais existem outras características que também são importantes no momento da compra, entre as quais, o desenho, a qualidade e as combinações de novos materiais e cores. O homem contemporâneo necessita de ter várias soluções para diferentes ocasiões e utiliza o sapato como um dos principais meios de expressar a sua personalidade.

O que é mais importante: o material ou o design? Ou é a combinação dos dois?
Sem dúvida que é a combinação dos dois. O homem é sempre mais racional do que emocional no processo de decisão de compra e é fundamental que a qualidade dos materiais acompanhe o design inovador do produto.

Da vossa experiência na industria do calçado Nacional e Internacional, o cliente masculino Português é muito diferente do Italiano ou Francês?
Atendendo à nossa experiência e perfil de consumidor da marca Exceed Shoe Thinkers, essas diferenças esbatem-se porque estamos perante um homem mais atento, informado e receptivo a produtos e marcas com conceitos mais singulares e transversais.

Ainda existe alguma resistência e medo do homem em relação a design mais arrojado do calçado?
É evidente que sim. Existe sempre resistência perante aquilo que é novo ou diferente. No entanto, o nosso trajecto tem sido caracterizado também pela aposta na introdução de produtos com design mais arrojado e com resultados bastante positivos.

O calçado passou de ser um acessório ou um elemento secundário, para ser muitas vezes o protagonista, qual a vossa opinião sobre isto?
A evolução do produto tornou-o mais apetecível e um dos novos vícios do homem. Se este tiver a sensibilidade para escolher o sapato certo, o mesmo pode facilmente passar a ser o protagonista do seu look. Na Exceed Shoe Thinkers queremos que os nossos sapatos sejam as estrelas. Muito dificilmente alguém fica indiferente a um produto nosso.

Quais são as figuras mediáticas, Nacionais e/ou Internacionais, que gostariam de ver com os vossos sapatos?
Ao longo da existência da marca foram várias as figuras mediáticas nacionais e internacionais que usaram os nossos produtos. É algo que nos traz outra visibilidade e que nos deixa satisfeitos. Ficamos por exemplo, bastante orgulhosos, quando vimos o Pedro Crispim calçado com os nossos sapatos!

Já ponderaram fazer algumas parcerias com designers, influenciadores digitais e figuras inoperacionais?
Sim, é algo que temos sempre em consideração no momento da definição da nossa política de comunicação.

Quais os vossos projectos futuros de crescimento e comunicação da marca?
Neste momento a Exceed Shoe Thinkers está presente em 20 países espalhados por 4 continentes. A ideia é reforçarmos e consolidarmos a posição nos países em que estamos presentes e adequarmos localmente a nossa política de comunicação global. Comunicar para o mundo para além de ser dispendioso tem de ser acima de tudo, assertivo. Queremos crescer, mantendo-nos fiéis aos valores e ao conceito da marca.

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